Eco pegadas flutuando na Lua

11th hour

Sabia que nas últimas 24 horas, mais de 200.000 hectares de floresta foram destruídos em todo o mundo? 13 milhões de toneladas de químicos foram lançados no ambiente? Mais de 45.000 pessoas morreram de fome, 38.000 das quais crianças? E mais de 130 plantas ou espécies animais foram extintos pela acção do Homem? ( A última vez que aconteceu tão rápida chacina foi quando os dinossauros foram extintos). E isso tudo apenas nas últimas 24 horas…

 

Este ano de 2014 li muitos artigos que mencionaram que o corredor de montanha é aquela pessoa que adora a Mãe Natureza, que ama a montanha, os rios, os animais, as árvores…e realmente é verdade. O contacto directo com a vida selvagem é algo que nos torna pequenos, que nos faz perceber a importância do equilibrio que tem que haver entre o Homem e a Natureza.

Mas esse equilíbrio já há muito que foi quebrado. O Homem tem alterado esse alinhamento, colocando em causa milhões de anos de evolução dum planeta que já foi mais azul. O mais engraçado é que pensamos que a Natureza está em risco. Mas como explica tão bem David Suzuki no fabuloso documentário ” The 11th hour “, produzido pelo Leonardo DiCaprio, o problema é que o Homem julga que está a colocar a Natureza em risco de sobrevivência. Que grande erro…pensar que um sistema que se aperfeiçoou e sobreviveu durante milhões de anos, possa estar em risco. Com tanto desrespeito que tem havido por todos nós, ainda não nos apercebemos que somos nós próprios que estamos em causa? É o próprio Homem e a sua sobrevivência que estão em jogo!  Hoje estamos por cá, amanhã estarão outras espécies. Todas com direito a nascer, crescer e morrer.

Mas nós talvez tenhamos algo de excepcional nesse processo…é que somos muito diferentes das outras espécies. E essa consciencialização de que somos diferentes é que nos pode derrubar, ou elevar, conforme a gente queira. Dignificamos a inteligência que nos foi dada, ou deitamos tudo a perder?

E onde fica o corredor de montanha no meio desse discurso todo? Provavelmente fica no momento de mudança! Porque um dia tem que haver o regresso ao básico, o regresso aos ancestrais, aquilo que a nossa memória primitiva nos ensinou a fazer com humildade e respeito. A sabermos desviar dos pingos da chuva, a sobreviver mas deixar outras espécies terem esse mesmo direito.  O corredor de montanha é aquele que também tem que gritar alto para ser ouvido. Aquele que tem que partilhar a “palavra ” do que vive, do que sente, do que aprecia, quando está envolvido pelo grande verde, pela força do rio, pelo azul do céu…

O corredor de montanha é mais um discípulo que deve passar a palavra para, todos, tornarmos o planeta azul num mundo melhor!!!

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