Ó Maria, o comer está na mesa?

Eu não sou grande cozinheiro. Na verdade, procuro desesperadamente pela primeira oportunidade de fazer um daqueles workshops, dos mais básicos que seja possível participar. Vejo-me e desejo-me para um dia a minha mulher chegar a casa e surpreender-se só com o cheiro que lhe chega às narinas. Acho um privilégio, uma arte mesmo, aquela coisa de misturar sabores, temperos, molhos, refogados. Só estas palavras já me deixam água na boca. Mas não posso ser o eterno comilão. Tenho que ser um pouco altruísta nesta matéria. Até porque não sei se um dia não me tornarei um cozinheiro de referência internacional. Ok, também não exageremos! Nem sequer me via enfiado dentro de quatro paredes durante horas a fio a mexer em panelas e tachos.

Hoje em dia, vivemos com adaptações da conjuntura social da vida em casal. O homem tornou-se num elemento fundamental para a boa nutrição numa casa de família. As mulheres também trabalham até tarde e por isso, se os homens não se fizessem à estrada, acabavam por perder qualidade de vida. Aquela célebre frase: ” Ó Maria, o comer está na mesa? ” já era. Os tempos mudaram e naturalmente algum equilíbrio foi restabelecido nas tarefas a desempenhar pelo casal comum. E se certa forma, fez-se justiça…

Existem outras preocupações para aquelas mulheres e homens que para além da sua vida normal, chegam a casa e ainda vão correr 15 a 20 quilómetros, todos os dias. O tipo de calorias que tem que ser ingeridas depois dum esforço grande é mais específico do que um simples jantar dum cidadão que chega a casa depois dum dia normal de trabalho. Daí eu achar que saber cozinhar não chega. Mulheres e homens que correm, que queimam grandes doses de calorias, têm uma necessidade diferente de repor nutrientes. E por isso, cozinhar bem, e de preferência com os ingredientes fundamentais. Não sou certamente a pessoa ideal para vos falar de nutrição, mas digo-vos garantidamente que é quase tão importante a planificação dum treino, como a planificação duma refeição. É o nosso combustível que estamos a falar. Se queremos ir melhorando tempos e sentindo-nos cada vez mais velozes e com mais resistência, temos que encher o depósito com combustível de qualidade.

O meu grande desafio será o de deixar de queimar tantas vezes o arroz, ou colocar a porção certa de sal quando estou a fazer uma panela de sopa. Agora também vos digo que esta semana fiz um creminho de legumes que foi altamente elogiado pela família. Por isso, a luz está lá, ao fundo do túnel, à espera que eu vá ao encontro dela!

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